Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Inquietudes…

Sopram ventos, eu sei,

inquietudes caindo

chegam perto tu sabes

incertas ou confusas parecem.


Não é difícil chorar

enxugar as lágrimas sim

vão inquietudes e voltam

decifram o enigma do amor.


Tremem sentidos e emoções

um som de um violino nos corta

como é difícil dar um passo

esta criança em mim precisa de andar.


Como será?! tem amor, tem dor, tentar de novo

e a cabeça esconde o que o coração quer ver

repensamos a verdade e ocultamos a felicidade

existem pessoas assim, capazes de nos dar o que não existe.


Vibram inquietudes, legitimas de amores destroçados

sonhos, vidas, alegrias, lágrimas secas e percas,

lá de dentro, dentro de nós, um tsunami nos invade,

é preciso nascer outra vez?!


Haverá amor assim?!

dar sem nada tirar

ser um eu sem deixar de ser eu

libertar a dor e soltar as feridas.


Inquietudes, eu sei,

questões mil, respostas vagas,

tempestades que nos fecham

endurecem o coração e a alma.


Inquietudes, eu sinto,

devo eu, devo eu… ?!

ser, não ser, acreditar

de novo nascer em mim.


Só eu me posso ajudar

só eu sinto a dor do tempo

e a mágoa de não te dar

liberdade que te curará.


È preciso acreditar, eu sei,

inquietudes libertar, eu vejo,

lágrimas enxugar, eu sinto,

sorrir sim, sorrir, ser asa e ser,

voar no voo do vento.

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