Sopram ventos, eu sei,
inquietudes caindo
chegam perto tu sabes
incertas ou confusas parecem.
Não é difícil chorar
enxugar as lágrimas sim
vão inquietudes e voltam
decifram o enigma do amor.
Tremem sentidos e emoções
um som de um violino nos corta
como é difícil dar um passo
esta criança em mim precisa de andar.
Como será?! tem amor, tem dor, tentar de novo
e a cabeça esconde o que o coração quer ver
repensamos a verdade e ocultamos a felicidade
existem pessoas assim, capazes de nos dar o que não existe.
Vibram inquietudes, legitimas de amores destroçados
sonhos, vidas, alegrias, lágrimas secas e percas,
lá de dentro, dentro de nós, um tsunami nos invade,
é preciso nascer outra vez?!
Haverá amor assim?!
dar sem nada tirar
ser um eu sem deixar de ser eu
libertar a dor e soltar as feridas.
Inquietudes, eu sei,
questões mil, respostas vagas,
tempestades que nos fecham
endurecem o coração e a alma.
Inquietudes, eu sinto,
devo eu, devo eu… ?!
ser, não ser, acreditar
de novo nascer em mim.
Só eu me posso ajudar
só eu sinto a dor do tempo
e a mágoa de não te dar
liberdade que te curará.
È preciso acreditar, eu sei,
inquietudes libertar, eu vejo,
lágrimas enxugar, eu sinto,
sorrir sim, sorrir, ser asa e ser,
voar no voo do vento.

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