Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Criança, onde estás?!...

Um choro, um grito,

criança abandonada

esses meandros dos homens

justiça feita de forcas.


Ditam leis, justas dizem,

atiram-te criança para um fosso

Alexandra para onde vais?

Esmeralda como estás?


Silêncios de lâminas aguçadas

dobram-se cobardes justos dizem-se

Onde estás Madeleine?

Onde ficas-te Rui Pedro?


Oiço vozes, murmuros lentos

frágeis palavras numa criança

que te cortam sem piedade

esventram em escudos humanos.


Onde está o amor?

se nem em vos cínicos hipócritas

se encontra um pouco de criança

morrereis com as cinzas das culpas.


E nós entretidos estamos

espelhando os arredores do amor

justificando os nosso medos e angustias

em passatempos de emoções e ilusões.


E nós entretidos estamos

desventrando lares e construindo muros

olhem as crianças, olhem bem?

olhem e abram-se a todos os corações de criança.


Porque como o sábio disse:

“O Maior homem do mundo é aquele que não perde seu coração de criança.”


Em holocaustos chacinam crianças

e a criança que existem em ti também

é morta lentamente e esqueces-te de aprender

a vida é a escola que a tua alma escolheu.


Não sofro pelo que preciso

sofro antes pelo que não dou

são ténues os silêncios frios

que se quebram a meus passos.


Criança onde estás, onde estou,

tu, onde estás, onde escondeste a criança,

como é lindo seu sorriso,

como é lindo nele estar toda a esperança.


Onde está a criança em ti?!...




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