Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Enigmas…


Sobram luzes eu sei

palavras cruzadas

rostos e vidas desfeitas

e o código que não decifrei.


Enigmas da minha vida

criptas, catacumbas e desertos

silêncios, ruídos de fundo

apareceste, não sei porquê.


Labirintos fechados sem fim

vejo vidas desfeitas aniquiladas

no silêncio mudo do ranger

traídas, vandalizadas, eu sei lá.


Não tenho nenhum dom

enigmas, códigos e labirinto

faço palavras vazias de ti

esperando o milagre do amor.


Peças trocadas no xadrez

tabuleiro a três cores estranhas

meio mundo equivocado

outro meio abandonado á sorte.


Estranho amor que não faz dor

flor rosa de espinhos aguçados

fico parado aqui decifrando

pedras brancas pedras pretas.


Cruzei as palavras para não as entenderes

inventei cifras estranhas para esconder

o mal o bem e o amor, uma vontade

querias-me decifrar, a linguagem dos sós.


È melhor não, isto é só um jogo,

á quem prefira ser sempre enganado

outros á que andam sempre enganados

outros porém preferem a dor do engano.


No deserto estou, quente frio sei lá,

pergunto o porque, e tento-me decifrar

não sei, apenas não sei, mas apenas sou

que bom era partilhar este meu ser.






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