palavras cruzadas
rostos e vidas desfeitas
e o código que não decifrei.
criptas, catacumbas e desertos
silêncios, ruídos de fundo
apareceste, não sei porquê.
Labirintos fechados sem fim
vejo vidas desfeitas aniquiladas
no silêncio mudo do ranger
traídas, vandalizadas, eu sei lá.
Não tenho nenhum dom
enigmas, códigos e labirinto
faço palavras vazias de ti
esperando o milagre do amor.
Peças trocadas no xadrez
tabuleiro a três cores estranhas
meio mundo equivocado
outro meio abandonado á sorte.
Estranho amor que não faz dor
flor rosa de espinhos aguçados
fico parado aqui decifrando
pedras brancas pedras pretas.
Cruzei as palavras para não as entenderes
inventei cifras estranhas para esconder
o mal o bem e o amor, uma vontade
querias-me decifrar, a linguagem dos sós.
È melhor não, isto é só um jogo,
á quem prefira ser sempre enganado
outros á que andam sempre enganados
outros porém preferem a dor do engano.
No deserto estou, quente frio sei lá,
pergunto o porque, e tento-me decifrar
não sei, apenas não sei, mas apenas sou



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