Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Duas Vezes...


Recusei-me duas vezes

e duas vezes amei

estranho em mim preces

de destinos que não rezei.


Fui levado ao supremo

julgado e réu condenado

solitária e castigos que temo

ai fiquei sem ser amado.


Triste fado o de tanto amar

ser os restos do banquete

que apodrecem sem reclamar

jogo sujo, falso sem tapete.


Duas vezes sentenciei

fiz de réu e de vítima

da razão nada roubei

da emoção ilegítima.


Condenado a rótulos

que não desejei escritos

são fechados em círculos

penas de prisão e delitos.


Duas vezes que recosei

viver na ditadura da paixão

de um amor que não aclamei

da carne fraca da razão.


Ter correntes de coragem

cortar elos da ingratidão

partir para longe sem bagagem

levando apenas o coração.


Viver o pior dos infernos

é conformar o pensamento

é sentir dor sem amor eterno

é morrer demente e lento.


Por isso irei recusar sempre…

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