Conheces aquele desejo,
que em medos despejo,
o tempo é cru e o tempo turvo,
e eu a tudo me levo e curvo.
Um dedo retorna em três,
das palavras com falta de amor,
é difícil perdoar como vês,
olho por olho, dente por dente é dor.
Vejo-te a procurar grandezas,
heróis e Príncipes e belezas,
mas nem eu quero algo logro
desmazelo ou sujo malogro.È confusa a minha procura,
na minha alma intima e recolhida,
dizer o que sinto em clausura,
de um homem quem acredita dita.
Complexo, perplexo sem nexo,
assim te pareço um reflexo,
mas eu sei que sou um universo,
de descobertas e em palavras verso.
Sem a grandeza, realeza ou poder,
voo no meu vento livre de uma prisão,
mas nunca direi nunca aprender,
acredito sim na linguagem do coração.
E por entre meu muro de expressões,
espero na ausência de algo as imperfeições,
do mal de outras vidas espalhando dores,
e hoje só queria apenas te dar flores.
E eu amo, tanto em mim para dar,
vem-me buscar nesta prisão em mim,
mas meu mal é descobrir o teu enganar,
porque tem sido esta a minha vida assim.

Sem comentários:
Enviar um comentário