Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Meu Voo Interior


Conheces aquele desejo,

que em medos despejo,

o tempo é cru e o tempo turvo,

e eu a tudo me levo e curvo.


Um dedo retorna em três,

das palavras com falta de amor,

é difícil perdoar como vês,

olho por olho, dente por dente é dor.


Vejo-te a procurar grandezas,

heróis e Príncipes e belezas,

mas nem eu quero algo logro

desmazelo ou sujo malogro.


È confusa a minha procura,

na minha alma intima e recolhida,

dizer o que sinto em clausura,

de um homem quem acredita dita.


Complexo, perplexo sem nexo,

assim te pareço um reflexo,

mas eu sei que sou um universo,

de descobertas e em palavras verso.


Sem a grandeza, realeza ou poder,

voo no meu vento livre de uma prisão,

mas nunca direi nunca aprender,

acredito sim na linguagem do coração.


E por entre meu muro de expressões,

espero na ausência de algo as imperfeições,

do mal de outras vidas espalhando dores,

e hoje só queria apenas te dar flores.


E eu amo, tanto em mim para dar,

vem-me buscar nesta prisão em mim,

mas meu mal é descobrir o teu enganar,

porque tem sido esta a minha vida assim.

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