Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Palavras ao Vento


Lançadas ao vento

numa viagem sem retorno

assim são as minhas palavras

partes de mim e do meu voo.


Lançadas ao vento apenas

por uma vontade transcendente

não quero saber onde param

quem as retêm ou se perdem


Assim são minhas palavras

sem destino e sem bandeira

sem querer o querer de outro

sem reter a verdade ou liberdade.


Lançadas ao vento vão,

ponto minúsculo do universo

um ser menor de um destino maior

aprendo a amar e sei do amor.


Palavras lançadas ao vento,

longe das morfologias modernas

das sintaxes sofisticadas e longas

assim são reais como eu sou.


Gosto das palavras ao vento

libertam-me e descobrem-se em mim

não são nenhuma arma e ainda bem

deixam-te livre porque livre és.


Não são as melhores,

não são as maiores

não são perfeitas,

mas são do mundo.


Lançadas ao vento

pedaços de mim

porque sou eu

lançado ao vento livre.

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