Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

domingo, 28 de setembro de 2008

O Voo da Lágrima

Vi uma lágrima cair,

cheia de vida e luz,

aroma de rosas e mel

como uma pérola brilhou.


Vi uma lágrima voar,

num voo celestial de anjo,

libertava correntes de vida,

estrela eterna num céu de cetim.


Vi uma lágrima correr,

por entre a flor da tua pele,

semente de amor em terra de ninguém,

desfeita em dor que o amor não deu.


Vi olhos e rios de lágrimas,

de uma prisão de sentimentos,

lágrimas de abandono ou traição,

prisioneiro de sombras que não escolhi.


Dá-me a liberdade, dá-me,

de voar por entre as nuvens.

de escolher meu céu azul,

cruzar ventos de norte e sul.


Dá-me a ânsia de amar,

o destino de perder e dar,

despojar-me de caprichos,

vaidades e razões sem olhar.


Saberei a diferença,

dos dogmas da vida,

do mal do bem,

do ter e do ser.


Na jornada da minha descoberta,

pertenço ao universo, à luz,

dá-me um sorriso, um abraço,

e de tudo o que quero é o amor.


Vi uma lágrima de mim de ti,

vi uma nova fonte de vida,

transbordando de amor criativo,

uma nascente de liberdade.

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