Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

domingo, 28 de setembro de 2008

O Segredo do Voo

Procuro os segredos do voo

decifrando o meu labirinto

na descoberta do meu eu

lanço-me num voo picado.


Sinto-me triste, apenas,

só, apenas só, despido,

notas soltas se misturam,

numa compaixão de amor.


Sinto falta, apenas sinto,

suficiente forte para não cair,

ainda existe tempo para voar,

silêncio de um sonho a cantar.


E se eu fosse capaz,

de dizer o que sinto,

mas tanto pressinto,

medos e vontades.


Não me façam à vossa imagem,

não me tirem os sons do silêncio,

flui pela minha mente única

não queiram que deixe de ser eu.


Se eu fosse capaz,

aniquilar a dor que me retêm,

do medo, do incerto, do vazio,

que outrora em vão me roubou.


Se eu fosse capaz de dizer,

fluir como um rio e encontrar o mar,

diluir meu leito num imenso amar,

mas a última fronteira sou eu mesmo.

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