Procuro os segredos do voo
decifrando o meu labirinto
na descoberta do meu eu
lanço-me num voo picado.
Sinto-me triste, apenas,
só, apenas só, despido,
notas soltas se misturam,
numa compaixão de amor.
Sinto falta, apenas sinto,
suficiente forte para não cair,
ainda existe tempo para voar,
silêncio de um sonho a cantar.
E se eu fosse capaz,
de dizer o que sinto,
mas tanto pressinto,
medos e vontades.
Não me façam à vossa imagem,
não me tirem os sons do silêncio,
flui pela minha mente única
não queiram que deixe de ser eu.
Se eu fosse capaz,
aniquilar a dor que me retêm,
do medo, do incerto, do vazio,
que outrora em vão me roubou.
Se eu fosse capaz de dizer,
fluir como um rio e encontrar o mar,
diluir meu leito num imenso amar,
mas a última fronteira sou eu mesmo.

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