Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Se refaz...

E o poeta se refaz,

da angustia do momento,

por ele vagueiam almas

espíritos perdidos, não sei.


E o amor existe,

porque o ódio existe,

ténue a fronteira

do santo e profano.


E o poeta se desfaz,

da frágil fronteira do prazer,

da consciência moral,

dos actos humanos filosóficos.


E descem sobre o poeta,

tenebrosas e dúbias duvidas,

espíritos inquietos e perturbados

num labirinto e encruzilhadas ratoeiras.


E o poeta se transcende,

deixa por momentos de ser,

vai por ai colhendo sombras,

numa louca vontade de regressar.


E o poeta se refaz,

da angustia de não ser amado,

da angustia de não ser capaz,

de pecar, de abusar e profanar.


E o poeta pergunta por ti,

louco de amor por amar,

ele não sabe é apenas aprendiz

atrai para si blocos de gelo fino.


E o poeta se refaz,

da maior das mentiras,

fingir e sentir que é capaz,

ser maior, mas é cegueira.

Sem comentários: