Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

sábado, 13 de junho de 2009

O Segredo

Louco, por pensar,

por querer amar o mar,

louco, por saber,

o para onde correr.


Louco, por ser,

perplexo

complexo

sem nexo.


Não sou assim, louco,

lembras-te da lareira,

das histórias à beira,

do som da ribeira.


Sabes como sou,

as brincadeiras de crianças,

berlindes, cordas e lembranças,

traquinices e correrias e ânsias.


Lembras-te daquelas idades,

puras, simples de devaneios,

o mundo era nosso de verdade,

as primeiras vezes e os meios.


Sabes quem sou eu, lembras-te,

banhar os pés no mar e acordar,

ver as estrelas e acordar-te,

morrer por querer amar.


Lembras-te da humildade,

da inocência dos movimentos,

dos sonhos e da liberdade,

das músicas e encantamentos.


Onde está essa fogueira

que acendia o coração

brincadeiras numa eira

cantadas por uma canção.


Onde estás tu agora,

queria-te segredar,

tudo se perde numa hora,

quando deixamos de segredar.

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