Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

sábado, 13 de junho de 2009

Contra todas as Probabilidades

Sim eu sei, existem marcas,

sinais que o tempo não apaga,

possuas em forma anarcas,

nem o tempo cura e esmaga.


Luto eu sei, para me aproximar,

também para mim não é fácil,

contra tudo eu sei, apenas amar,

não é o fácil que procuro, nem débil.


Contra todas as probabilidades,

um sorriso, um olhar sincero,

um gesto, uma cumplicidade,

um pequeno sinal que espero.


E sim, eu sei, filho de um deus menor,

invisível por caminhos de ratoeiras,

só a ingratidão me viu em pormenor,

abandonado sem eira nem beiras.


Corro eu sei, fujo e açoitam-me,

melhor sorte teve o desonesto,

a dor e o egoísmo castigam-me,

ao tempo serão apenas digestos.


Contra todas as probabilidades,

eu luto sincero na clandestinidade

sem interesse nem propriedade

nas palavras me refugio e lealdade.


Tenho procurado, brecha no coração,

uma razão que valha a certeza,

nos destroços da dor uma razão,

nos destroços da rejeição a beleza.


A felicidade não é um principio nem um fim,

é um estado de alma, em sintonia com o amor,

é uma luta desigual porque ninguém é marfim,

pertence ao que ama não ao enganador.


Contra todas as probabilidade,

luto por ti, eu sei, á minha maneira,

a que conheço ridícula, sem maldade,

com coração e sem algibeira.


Afinal, quem quer viver e amar para sempre!?

à sempre um lugar para cada um de nós, sempre há,

aqui ou além sempre, porque a alma não morre,

e a única coisa que levamos é o amor da amizade (afinidade).

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