Parei para te escutar
silêncio e calma
sons e cores da alma
fazem-me recordar.
Eu sei que tu sabes
que me recuso tirar
a forma linda de amar
onde em tudo cabes.
E se viajasses em mim
entre correntes e feitiços
luzes de néon quebradiços
verdes e dourados jardim.
E o amor, sim o amor,
reservas tímidas de mim
de fogueiras sem fim
onde a rosa és tu flor.
Porquê, preciso, sabes,
olhar, escutar, cantar,
e por mim não olhar,
na tua fúria linda de sabres.
Numa explosão de amor,
encontro-me entrincheirado,
recatado, tímido enfeitiçado,
não receies a minha flor.
Preso pelo ultimo destino,
procuro a razão das vidas,
que caminhos e partidas
de uma nação sem hino.
Tira-me, liberta-me, de tudo,
da cor que me rodeia ouro
eu quero voltar ser tesouro
da palavra amor um escudo.
Sou a palavra imperfeita
rejeitada pelos Homens
refeito de escuras imagens
que tua silhueta é perfeita.
Agarra-me, procura-me, livro,
aberto antigo luz quente recanto
que tu és minha rosa meu canto,
de sementes de amor sobrevivo.



