Sou o teu rótulo
a imperfeição da vida
o zero do título
a inscrição indevida.
Tenho na testa vincadas
as sentenças cruas e nuas
das cenas encenadas
das imperfeitas e ambíguas.
Da vida recolhi meus frutos
ouve quem sentenciasse
réus, juízos culpados devolutos
do bem ao mau tudo criasse.
Na imperfeição dos tempos
no ar um espírito em ruínas
caminha em contratempos
de almas boas a carnificinas.
Sou o letreiro que colocas à porta
quando fechas os sentidos ao belo,
a última escolha do puzzle morta
surdo, muda cego sem nenhum apelo.
Já me culpei sem culpas,
crucifiquei os dias passados
não subestimo minhas lutas
prefiro o silêncio apaixonado.
Não sabem o que perdem lida
o poder da criação da imaginação
do sabor e cheiro da bela sedução
ao tentar viver tudo numa só vida
Rótulo invólucro despojo
etiqueta código sociedade
média TV rádio que enojo
euro dólar que falsidade.

Sem comentários:
Enviar um comentário