Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Rótulo

Sou o teu rótulo

a imperfeição da vida

o zero do título

a inscrição indevida.


Tenho na testa vincadas

as sentenças cruas e nuas

das cenas encenadas

das imperfeitas e ambíguas.


Da vida recolhi meus frutos

ouve quem sentenciasse

réus, juízos culpados devolutos

do bem ao mau tudo criasse.


Na imperfeição dos tempos

no ar um espírito em ruínas

caminha em contratempos

de almas boas a carnificinas.


Sou o letreiro que colocas à porta

quando fechas os sentidos ao belo,

a última escolha do puzzle morta

surdo, muda cego sem nenhum apelo.


Já me culpei sem culpas,

crucifiquei os dias passados

não subestimo minhas lutas

prefiro o silêncio apaixonado.


Não sabem o que perdem lida

o poder da criação da imaginação

do sabor e cheiro da bela sedução

ao tentar viver tudo numa só vida


Rótulo invólucro despojo

etiqueta código sociedade

média TV rádio que enojo

euro dólar que falsidade.

Sem comentários: