Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Despertares de Amor



Parei para te escutar

silêncio e calma

sons e cores da alma

fazem-me recordar.


Eu sei que tu sabes

que me recuso tirar

a forma linda de amar

onde em tudo cabes.


E se viajasses em mim

entre correntes e feitiços

luzes de néon quebradiços

verdes e dourados jardim.


E o amor, sim o amor,

reservas tímidas de mim

de fogueiras sem fim

onde a rosa és tu flor.


Porquê, preciso, sabes,

olhar, escutar, cantar,

e por mim não olhar,

na tua fúria linda de sabres.


Numa explosão de amor,

encontro-me entrincheirado,

recatado, tímido enfeitiçado,

não receies a minha flor.


Preso pelo ultimo destino,

procuro a razão das vidas,

que caminhos e partidas

de uma nação sem hino.


Tira-me, liberta-me, de tudo,

da cor que me rodeia ouro

eu quero voltar ser tesouro

da palavra amor um escudo.


Sou a palavra imperfeita

rejeitada pelos Homens

refeito de escuras imagens

que tua silhueta é perfeita.


Agarra-me, procura-me, livro,

aberto antigo luz quente recanto

que tu és minha rosa meu canto,

de sementes de amor sobrevivo.

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