Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

domingo, 12 de abril de 2009

Turbulências

Vazios de vidas suspensas

semearam dias de ausência

perpétuas lágrimas extensas

ocos rotos da indiferencia.


Muros e paredes de concreto,

ingredientes de aço e barro,

destroços de amor incompleto

de um suicídio que não narro.


Oiço choros, uivos e gemidos,

fossos de ar ausentes e tremidos

mortes lentas sem apelidos

caídas e perdidas e escondidos.


Fôlegos suspensos nos ares frios

sentidos corações destroçados

ânsias doloridas e calafrios

lindos seres de destinos trocados.


Vi sangue, angústia e lágrimas

vidas suportadas na turbulência

ares, mares e terras de queimas

tempos e ares de amor em ausência.

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