Vazios de vidas suspensas
semearam dias de ausência
perpétuas lágrimas extensas
ocos rotos da indiferencia.
Muros e paredes de concreto,
ingredientes de aço e barro,
destroços de amor incompleto
de um suicídio que não narro.
Oiço choros, uivos e gemidos,
fossos de ar ausentes e tremidos
mortes lentas sem apelidos
caídas e perdidas e escondidos.
Fôlegos suspensos nos ares frios
sentidos corações destroçados
ânsias doloridas e calafrios
lindos seres de destinos trocados.
Vi sangue, angústia e lágrimas
vidas suportadas na turbulência
ares, mares e terras de queimas
tempos e ares de amor em ausência.

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