Não é Braille nem gravura,
escrita, pergaminho ou cifra,
língua, escrita nem escultura,
a linguagem do coração.
Louco aquele que usou
interpretar essa linguagem
decifrar o que abandonou
em sonhos feitos miragem.
Loucura cometeu ao desafiar
o invisível do coração ditar,
em versos e prosas escrevinhar,
ser criança, romântico e se dar.
Não é água, nem Deus, nem ar,
fruto, árvore, flor e nem mar,
não é sabor, cheiro ou olhar,
a linguagem do coração.
Louco fui por acreditar,
na linguagem do coração,
ninguém quis acreditar,
que aprender é uma oração.
(C.M.)

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