Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

terça-feira, 12 de maio de 2009

Música para Ti…


Hoje quis dançar contigo

ao som de uma guitarra

reinventar uma dança antiga

numa pauta que agarras.


Como era poderosa essa música

que me rasgou e esventrou o coração

desafiei o fogo, a água e a física

dançava contigo sobre um vulcão.


Ouvi sem conta essa guitarra

que me apunhalava por dentro

desvendando tudo até ao centro

as falhas dos acordes eram garras.


Um trompete rasga o silêncio

da alma do espírito num suspiro

espreita o violino na inocência

um encanto teu que admiro.


E no silêncio do universo

sopram nuvens de acordes

uma dádiva secreto verso

oiço de ti lindos acordes.


Hoje quis dançar te abraçar

enfeitiçar com uma música

numa dança nascer e criar

sons do silêncio feitos música.

Para TI...

Houve um tempo, quando era difícil de saber,
procurando, procurando um lugar para ir
havia uma luz que nascia do dia mais escuro
mas ninguém quer saber e ninguém quer chorar.

domingo, 10 de maio de 2009

Se...

Se eu pudesse desenhar

no céu cores pintar

estrelas nos olhos contar

alguém para acreditar.


Se tudo se renovasse

e fantasia pintasse

e desejo germinasse

em tudo acreditasse.


Será que reconheceriam

num poder maior floresçam

numa porta estreitam

se acreditam entram.


Se te disser os segredos

da paz, carinho e ternura

feitiços mágicos e ledos

acreditava com bravura.


Tenho em mim magias num baú

tesouros ancestrais a um degrau

ilhas, fábulas embarcado numa nau

aberto está num doce sabor a cacau.


Misturam-se sonhos e histórias

relíquias de amor e glórias

preservo epopeias e vitórias

invento contos e histórias.


Reza a lenda que existe

um universo que pediste

harmonia numa estrela viste

numa saudade do futuro dormiste.


Se tudo fosse simples e tocado

num sopro da brisa enfeitiçado

arrepio de amor flor abraçado

e por ti jardim de éden beijado.


Sim acreditar

laços de amar

longo e doce mar

acreditarias?

quarta-feira, 15 de abril de 2009

HOJE

Hoje desejei que fosses mais feliz

mais feliz do que eu imaginei

sou da paz e do amor aprendiz

e imaginei-te mais do que criei.


Hoje construi um castelo

pedras de vidas colhidas

venci a sombra e o duelo

guerras e terras prometidas.


Hoje desejei que fosses feliz,

mais feliz que eu e mais eu

longo e sólido, forte de raiz

voares num oceano só teu.


Hoje apenas quis dizer

amor existe ainda na luz

coração alma a crescer

uma esperança que seduz.


Hoje apenas quis escrever

explodir e brotar nascentes

carinhos ternuras a nascer

sol e lua em quartos crescentes.


Hoje escrevi sem receio

palavras translúcidas a voar

suprema emoção que semeio

que tudo terreno se está afastar.


Hoje vi-te apenas assim

igual e diferente de mim

flor de um imenso jardim

cor de um céu de cetim.


Hoje senti teu céu e asas

castelo sem muralhas

prisão sem grades e portas

sentimento livre de batalhas.


Hoje senti sem receio

que para seres feliz

não posso querer devaneio

nem provocar cicatriz.


Hoje senti toda a verdade

epopeias de amor e felicidade

num amor sem propriedade

num amor sem possessividade.


Hoje quis tudo sem receio

apenas nada querer de ti

acreditar num coração cheio

esperar o tempo que prometi.


Hoje haverá mais amor

hoje haverá mais paz

hoje haverá mais louvor

hoje tudo será capaz.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Voos Ancestrais

Rezam histórias ancestrais,

lendas, contos e fábulas

que tudo num dia contais,

em epopeias e fórmulas.


Músicas mágicas em silêncio

num quadro pintado por Deus

harmonia celestial evidencio

num abandono total do adeus.


Luz, íris, rosas e lírios,

rejubilantes verdes flor,

fontes cristais de rios,

corre pelo manto amor.


Rezam histórias um paraíso

sem perguntas e respostas

tudo se contava num sorriso

de cores e céu azul que gostas.


Sou o guardador de histórias,

derrubo e construo dias assim

e proclamo vitórias e glórias

e tu a ave num céu de cetim.


Contos lindos onde o mal não existia,

Escutei as vozes que me chamavam,

estrelas do dia mais claro que me guia,

luzes, sons e magia que me encantam.


E tudo passa numa história de embalar

sou o jardineiro de tempos ancestrais,

a prosa a flor que te ofereço ao luar,

passos, lindas seduções que dançais.


Rezam histórias ancestrais

que o amor existe num desejo

um paraíso de campos rosais

num gesto num olhar que vejo.

domingo, 12 de abril de 2009

Turbulências

Vazios de vidas suspensas

semearam dias de ausência

perpétuas lágrimas extensas

ocos rotos da indiferencia.


Muros e paredes de concreto,

ingredientes de aço e barro,

destroços de amor incompleto

de um suicídio que não narro.


Oiço choros, uivos e gemidos,

fossos de ar ausentes e tremidos

mortes lentas sem apelidos

caídas e perdidas e escondidos.


Fôlegos suspensos nos ares frios

sentidos corações destroçados

ânsias doloridas e calafrios

lindos seres de destinos trocados.


Vi sangue, angústia e lágrimas

vidas suportadas na turbulência

ares, mares e terras de queimas

tempos e ares de amor em ausência.