Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

domingo, 4 de outubro de 2009

Existo!?...



Existo neste ser invisível,

num tempo que banalizou,

imagens do indescritível,

que consumindo me gastou.


Cópia imperfeita dos originais

… banais

… trais

… destruais

… e outros que tais.


O bom da vida que vejo,

amar o verde e o azul,

acariciar a brisa num cortejo,

saborear as ondas do mar a sul.


Para um umbigo um dia olhei

… lutei

… pintei

… abdiquei

… de umbigo nada veio.


Acordo mas fecho os olhos,

momentos onde não existo,

ninguém vê para lá dos olhos,

levado pelo vento não insisto.


Para ninguém escrevo poemas

… fantasias

… imaginativas

… fictícias

… de um mundo realista.


Sei que não existo,

mas amo o que existe,

amo o que insisto,

o belo do olhar que persiste.


No fogo cruzado me encontro

… de nada advém

… talvez do tempo refém

… pecados de alguém

… nada espero de ninguém.


Não existo, eu sei, talvez,

nos destroços alguém vive,

um dia nasce de cada vez,

o mundo dá ao que cultive.


(05/03/2008) (C.M.)

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