
Existo neste ser invisível,
num tempo que banalizou,
imagens do indescritível,
que consumindo me gastou.
Cópia imperfeita dos originais
… banais
… trais
… destruais
… e outros que tais.
O bom da vida que vejo,
amar o verde e o azul,
acariciar a brisa num cortejo,
saborear as ondas do mar a sul.
Para um umbigo um dia olhei
… lutei
… pintei
… abdiquei
… de umbigo nada veio.
Acordo mas fecho os olhos,
momentos onde não existo,
ninguém vê para lá dos olhos,
levado pelo vento não insisto.
Para ninguém escrevo poemas
… fantasias
… imaginativas
… fictícias
… de um mundo realista.
Sei que não existo,
mas amo o que existe,
amo o que insisto,
o belo do olhar que persiste.
No fogo cruzado me encontro
… de nada advém
… talvez do tempo refém
… pecados de alguém
… nada espero de ninguém.
Não existo, eu sei, talvez,
nos destroços alguém vive,
um dia nasce de cada vez,

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