Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Invisíveis


São auroras boreais,

ventos celestiais,

constelações de luz,

amor numa cruz.


São cataratas de águas,

mar profundo e céu azul,

florestas verdes nuas,

amores vindos de sul.


São arco-íris, chuvas e trovões

animais vestidos pelo pintor,

pequenos, grandes e anões,

amor em seus actos de dor.


São almas fabricadas pela cidade,

traumas e insanidades espalhadas,

recusam a escuridão e a falsidade,

reclusos da solidão e abandonadas.


São visões do mundo

em que não acreditas

belo invisível e mudo,

não são magnéticas

mas por muitos malditas.


Ninguém quer a verdade,

na vida fácil da mentira,

um coração de bondade,

é razão para expiar ira.


São nebulosas planetárias

nascentes de vidas maiores

nuvens brilhantes de galáxias

amor é coisa rara em gente menor.


O universo esconde maravilhas

que teu coração não vê pelo medo

almas invisíveis em raras ilhas

escondem milagres e segredos.


Canto e escrevo ao invisível

ao que não vês nem sentes,

e esperas o que é dissolúvel,

na falsa esperança dos crentes.




“O essencial é invisível”

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