São auroras boreais,
ventos celestiais,
constelações de luz,
amor numa cruz.
São cataratas de águas,
mar profundo e céu azul,
florestas verdes nuas,
amores vindos de sul.
São arco-íris, chuvas e trovões
animais vestidos pelo pintor,
pequenos, grandes e anões,
amor em seus actos de dor.
São almas fabricadas pela cidade,
traumas e insanidades espalhadas,
recusam a escuridão e a falsidade,
reclusos da solidão e abandonadas.
São visões do mundo
em que não acreditas
belo invisível e mudo,
não são magnéticas
mas por muitos malditas.
Ninguém quer a verdade,
na vida fácil da mentira,
um coração de bondade,
é razão para expiar ira.
São nebulosas planetárias
nascentes de vidas maiores
nuvens brilhantes de galáxias
amor é coisa rara em gente menor.
O universo esconde maravilhas
que teu coração não vê pelo medo
almas invisíveis em raras ilhas
escondem milagres e segredos.
Canto e escrevo ao invisível
ao que não vês nem sentes,
e esperas o que é dissolúvel,
na falsa esperança dos crentes.
“O essencial é invisível”

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