Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância, podemos olhar o nosso reflexo, como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
(Richard Bach "Fernão Capelo Gaivota")

sábado, 13 de junho de 2009

Poema da merda...

Uma estreita tristeza me invadiu

melancolia nos sons das paredes

uma solidão imperfeita me feriu

vermes rastejantes lançam redes.


Não acredito em ninguém, abandonei-me a essa ideia,

de que todos os pensamentos são uma concepção de interesses,

uma expectativa de actos, à certeza do dar e receber um engano,

à estranha forma e perspectiva que o homem tem que a vida uma arena de escolhas.



Um estranho ar me invadiu,

libertei este ser numa raiva,

e a meus pés se move ruiu,

e ao amor ninguém alusiva.


Seria bonito dizer que gostaria de acreditar em alguém, elegante até mesmo educado,

seria pura hipocrisia se o disse-se, porque a verdade toda a gente a teme,

talvez um dia quem sabe exista um elixir ou um vírus da verdade,

cada dia se acredita menos no amor, no carinho, na ternura na amizade.


Estranho dia este meu,

que se abateu sem sol,

lindo o que anoiteceu,

ninguém segue o farol.



Seria indelicado da minha parte se disse-se um palavrão em calão, “foda-se” por exemplo, alguma hipócrita gargalhada, agora vejam bem se se conseguem rir de um beijo dado com ternura, de um abraço dado com carinho, ou é preciso mandar “foder” tudo numa incineradora de “merda”, para depois se lembrarem que existe coisas lindas, ou é preciso dizer que tenho uma “pixa” grande ou uma grande “cona” para que fique tudo bem, “caralho” pá, afinal o que é que querem, desculpem-me aqueles que pensam que sou um gajo educado, e até sou, mas hoje passei-me, todos tem esse direito.


Estranha esta minha cólera

nasci num descendente signo,

água, fogo e ar de outra era,

afundar-me neste designo.


Parece que fui longe demais, mas vou deixar tudo como está, e não pensem que mudei a filha da puta de uma única palavra, sou melhor que os hipócritas, sou melhor que esses filhos da puta que levam uma vidinha de aparências, que usam e abusam dos frágeis e sensíveis, dos fracos e desprotegidos, dos carentes e descrentes, como se fossem mercadoria num supermercado onde nada se paga, esquecem-se é que nada se perde tudo se transforma e o equilíbrio é inevitável, seja na natureza física ou na espiritual, ela se fará, agora caríssimos gostava de dizer mais umas asneiras, mas não, quem quiser acreditar acredite, quem não quiser acreditar que se vá f….., para não ser mal educado.


Fruto de momentos sós,

palavra que queria dizer

“amo-te” apenas existem nós,

passos lentos para viver.


Onde está essa fogueira,

a palavra “amo-te” sincera,

amizade e uma brincadeira,

pelas palavras desculpas sinceras.

O Tempo

Citação


Temos muito tempo... Mas o tempo é qualquer coisa que se corta num golpe súbito de tesoura, quase sempre sem aviso. Três semanas, três anos, trinta anos... O tempo é apenas tempo. É água que escorre entre os dedos das mãos.
A verdade é que não temos muito tempo.
Enquanto cometemos a tolice de ir vivendo como se fôssemos viver... sempre, a nossa vida está às escuras, à espera de um acto de coragem que lhe dê cor e sentido.
(Paulo Geraldo)


O TEMPO (Pelo Voo do Vento)


O tempo é uma ilusão uma miragem,

calcamos a cicatriz com o tempo,

transformada em crosta e pigmentada,

gravado o sinal perpétuo,

na flor da alma, pela vida até à morte.


Preenchemos o vazio com a ilusão

que o tempo é a perfeita cura,

desengane-se, hiberna apenas,

numa anestesia aparente e calma,

quando acorda o tempo consumiu,

passatempo de pensamentos,

o tempo chama o sinal que permanece,

e quando se acabar o tempo,

voltamos a olhar para ele,

e se não encontrarmos uma razão sem razão,

a dor será muito maior e sabemos.


E sabes que à tua volta nada é teu

lutas inúteis guerras que não são tuas

e um dia o tempo abre as asas,

onde estás tu, onde estás!?

e o tempo envelhece a cicatriz

torna-a mais dolorosa no corpo físico

imperfeito esperando as rugas da alma.


O tempo de facto é uma ilusão, é uma concepção do homem,

não existe, é um vácuo, sem princípio nem fim

és uma pequena parcela que o preenches

refugiamo-nos na fé e no amor, pura miragem,

depois chamamos cego ao amor e á fé palavra de Deus,

e reinventamos a fé e o amor como se fosse possível

tentar apagar o sinal em vez de o seguires.


E aqueles que provocam as cicatrizes,

sabes que se riem em gargalhadas

esperam que os ingénuos e os bons se aproximem

para os comerem como restos, aos poucos num gozo,

numa orgia, numa incineradora apocalíptica,

e o tempo para eles existe porque são insaciáveis.


Conheces aqueles que provocam as cicatrizes

sabes, eles são subtis, sedutores, atraiam,

aparentam ser tesouros, conhecem a lei do dinheiro,

mostram seus belos pertences, como se fossem troféus,

e se afogam em hipocrisias do ter e do possuir

sabem olhar as tuas fraquezas e prende-las

e quando não servires, eles voltam a vestir outra camisa

e quando dás por isso o tempo te consumiu.


Mas sabes quando o tempo deles acabar

e te encontrares nos destroços do tempo,

não os condenes porque serás réu também

lembra-te apenas que o tempo é uma ilusão,

e que o amor não é cego e a fé o teu caminho.


Não dês ao tempo essa oportunidade,

o bem e o mal se vestem da mesma forma

o quadro é tão igual e tão diferente,

se olhares bem a diferença está apenas em ti

na força da liberdade que possuis,

na leal e sinceridade afinidade

teme apenas o tempo porque ele não existe,

procura apenas voar.


Na força da coragem, na determinação, na atitude

sem medo daquilo que o homem chamou de tempo

nunca abandones o amor nem a fé,

o amor te liberta a fé te perpétua,

essa bênção que a fé te deu, a vida, ama e apenas ama,

e não chames ao amor cego, cego é aquele que quer

possuir o amor sem saber o que ele é.

Deus te deu dons, liberta-os, te deu amor, ama,

te deu fé, usa-a, te deu liberdade, utiliza-a.

Deus fez de ti um ser especial e espiritual, perpetua-o,

mesmo na insignificância dos teus actos, tudo existe.


E esta é a resposta que dou,

a minha ingenuidade, à minha insignificância,

aos olhos cegos pelo tempo, ao ridículo que

pareço ser, ao idiota que alguém me chama,

á teimosia que tenho em ignorar o tempo,

na solidão, só, sozinho, por vezes na minha tristeza

numa espera indiferente ao olhar céptico dos que dizem o que é o amor

como se ele fosse algo, alguém que se têm, quer ou possui,

não escolho o tempo, mas Deus escolheu-me,

a fé que tenho é de tempos ancestrais que ninguém decifra,

grande e corajosa que desafia o tempo e a filosofia dos homens,

mas que respeita as verdadeiras palavras pelos templos o livros sagrados.